sábado, 5 de junho de 2010

Na noite congelante de inverno
uma mãe derramou estrelas
em seu amor incondicionado
por ter o fruto de seu amor roubado
pelas inconstâncias do destino amargo

Na noite gélida, um pai se questiona
o que lhe foi furtivo e lhe ludibriou
os olhos atentos à ceifa em plena luz do dia

No meio da noite,  abraça o outro filho
a mãe no seu desgosto e calor materno,
derramando mundos e lembranças
deste e outros invernos

Lembranças que trazem a paz
de quem  sofre por quem já partiu
e no porto da vida restou nós
tristes por estarmos um pouco mais sós.

2 comentários:

  1. Essa é a dor sem nome, que o ser humano teve a sensibilidade de não tentar criar um rótulo, de não tentar apaziguar. Deixamos então no silêncio de um abraço.

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