Na noite congelante de inverno
uma mãe derramou estrelas
em seu amor incondicionado
por ter o fruto de seu amor roubado
pelas inconstâncias do destino amargo
Na noite gélida, um pai se questiona
o que lhe foi furtivo e lhe ludibriou
os olhos atentos à ceifa em plena luz do dia
No meio da noite, abraça o outro filho
a mãe no seu desgosto e calor materno,
derramando mundos e lembranças
deste e outros invernos
Lembranças que trazem a paz
de quem sofre por quem já partiu
e no porto da vida restou nós
tristes por estarmos um pouco mais sós.
Essa é a dor sem nome, que o ser humano teve a sensibilidade de não tentar criar um rótulo, de não tentar apaziguar. Deixamos então no silêncio de um abraço.
ResponderExcluirLindo, meu filho. Bjs da tua mamy
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