Não escreves sobre amor?
Ora, por que farias tamanha bobagem?
Não há porque perder tempo
e palavras e sentidos e sinapses
com algo tão ridículo como o amor...
Escreves, na verdade, por assim fazê-lo
exorcizando algo que de ti não sai
Nunca saiu...
O faz por acumulo de responsabilidades,
por não sentires prazer em mais nada
além das palavras frias conduzidas pelo
teu punho medonho...
O fazes por feiura, por aberração...
O fazes por não poder fazer por fezes
O fazes por...
Não sabe mesmo porque o fazes
e mais nada!
A poesia te fez assim, fazendo-a;
e fazendo-a assim, ela o fez, amando-te.
Que putaria o Poeta e a Poesia!
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