Por vezes tenho
me flagrado assim:
todo gemido e tremores
na noite sem fim...
Estou todo nu
trancado dentro de mim.
Relembro curvas e texturas
que me levam às alturas,
que sufocam o meu peito
me derretendo todo por dentro
e, à essas alturas,
já não sei mais quem sou
querendo denovo ser quem fomos
nas formas dos nossos corpos
suspensos no espaço,
um no outro e
o outro no um...
como se não houvesse
o amanhã, o além,
visto que
já somos tudo...
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