quarta-feira, 12 de maio de 2010

Vitória

Vitória,
amarraram-te ao tronco
Vitória, como se amaldiçoada
fosse a tua beleza;
amarraram-te as mãos
às costas e os pés juntos
para atear fogo ao que te faz bela;
purificar a vida do seu esplendor.
E a chama que queimara teu peito,
agora consumirá teu corpo,
Vitória. Serás transforma em vento,
em cinzas, em carlor! O teu calor
Vitória, a tua pele e músculos juvenis
outrora por vestes escondidos e
pelo vento diversas vezes revelados
em curvas sinuosas do tua natureza,
agora arderão em labaredas, derreterão
e se desprenderão do teu corpo
com dor intensa. Mas este peito já
ardeu antes, não foi Vitória?
O que pode a raça humana por não ter amado!
O que pode o torpor do mundo ao
ver-se refém da tua beleza, Vitória!
O nefasto acompanha a tua fortuna,
Vitória

Um comentário:

  1. Olha, querido, eu não posso dizer nada além de "fantástico" para o teu texto.
    Adorei, realmente, e li umas 10 vezes já ;)
    Um beijo meu

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