No alto daquela colina
há um rei que chora,
sentado em uma pedra
sobre a neblina do tempo.
Chora por ter sido egoísta
e por isso ter faltado com seu reino,
que agora o observa com suas
lágrimas nos olhos e que
nunca caem, nunca.
Lá no alto desta colina,
sobre uma pedra que não despenca
pela natureza que lhe assegura,
há um coração que chora o remorso
dos dias felizes do seu reinado e que
agora não dão sentido algum a sua nobreza.
Do alto daquela colina vê-se que
o mundo pode estar à seus pés e mesmo
assim o soberano não saber reinar.
Foi num sonho, lá no alto daquela colina,
em um pedra que lhe obserava, inerte,
como seu coração, como seu reino,
como seu reinado, que um rei morreu ali
sentado, por sua ingratidão.
No alto daquela colina há um rei
que chora na esperança que seu reino
lhe estenda a mão. E ele observa a tudo
com um olhar simultâneo de rei e paixão
pelo seu reino, sobre o qual lágrimas não cairão;
Lá no alto há um rei que chora lágrimas
que não caem ao chão.
REIS DE CIMENTO.
ResponderExcluirAgradeço a pobreza,
já que assim
me previno do câncer.
Quisera eu tratar de tais motivações.
A loucura que me observo...
é a mesma que me tem na mão.
Sobrevivência em padrões,
destinos que nos levam em conclusões.
Traduz o que não entendemos...
um velho, padecimento,
estatuas antes de Reis,
agora, cimento.