Por que cargas d'água
eu deixo que me escapes
assim às mãos?
Por que me empenho
em desejar-te com
as garras sutis
que um felino brinca
com as asas delicadas
de uma borboleta,
sem machucá-la?
E se te agarro assim,
para que nestas garras
se envolva livre e
suavemente
é porque não sei
ser de outra forma
na sua presença,
momentaneamente...
Nenhum comentário:
Postar um comentário